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COROA DE FLORES

Os humanos desenvolveram uma infinidade de rituais para passar pelo processo de luto e amenizar a perda de um ente querido. A missa de sétimo dia é um deles. 

Pode ser que você nunca tenha participado de uma, mas, certamente, já deve ter ouvido falar da missa de sétimo dia, que é uma tradição tão presente em nosso país.

Apesar desse tipo de homenagem a um falecido ser muito comum no Brasil, muitas pessoas não sabem qual é o real significado do costume e o porquê das missas de sétimo dia serem realizadas.

Para esclarecer algumas dúvidas sobre essa questão, preparamos esse artigo com todas as informações e detalhes a respeito dessa tradição, que é tão importante para algumas religiões. 

Acompanhe!

O que é a missa de sétimo dia?

A missa do sétimo dia nada mais é que um ritual realizado por cristãos em que familiares, amigos e conhecidos se reúnem, na igreja, depois de sete dias da morte da pessoa, e fazem orações pela alma do falecido. Em seguida, a família do finado serve algo de comer para os que estiverem presentes no dia do funeral e, também, na missa.

Esse tipo de celebração tem o intuito de desejar bons caminhos para as almas dos que não estão mais presentes na vida terrena. É bastante normal que, antes do sepultamento, a família solicite a presença de um padre para realizar o que chamamos de “encomendação do corpo”.

Essa cerimônia consiste em uma oração, que tem como objetivo encaminhar a alma do falecido para o descanso eterno na luz. Resumindo, todas as orações, missas e homenagens póstumas objetivam pedir a Deus paz e salvação para as almas. Desse modo, compreende-se que a missa de sétimo dia é mais uma dessas homenagens defendidas pela igreja católica.

Qual a origem da missa de sétimo dia?

O fato é que não há nenhum registro que fale exatamente sobre a origem da missa de sétimo dia, apesar de existirem muitas passagens bíblicas que mencionam a guarda do luto pelo período de uma semana. Outra questão interessante é que algumas nações que cultuam o catolicismo geralmente não realizam a missa de sétimo dia. Nesse cenário, podemos afirmar que a missa de sétimo dia é uma tradição genuinamente brasileira.

Também não existem registros dessa prática no Ofício de Defuntos e nem no Missal Romano. O período colonial brasileiro pode ter sido o período em que a missa de sétimo dia se popularizou.

Naquela época, devido à extensão do território nacional, as pessoas demoravam bastante tempo para se deslocar para o funeral de um ente querido, por isso muitos deles não conseguiam participar do ritual ou mesmo do sepultamento. Dessa forma, para que os parentes que moravam em localidades mais distantes pudessem chegar a tempo, passou-se a esperar os sete dias para fazer a celebração da missa.

O que as religiões dizem sobre a tradição?

Falamos, aqui, de um rito tradicionalmente católico, no entanto a missa de sétimo dia é, muitas vezes, considerada por pessoas de outras religiões cristãs como, por exemplo, os espíritas.

Já os protestantes não veem a celebração como uma prática aceitável, porque acreditam que o destino das almas já está definido a partir do fim de vida de cada um. Assim sendo, não faria sentido orar pelos que partiram.

Como solicitar a celebração na igreja 

Para realizar a solicitação de uma missa de sétimo dia é bastante simples! A pessoa interessada deve procurar a secretaria da igreja escolhida e dizer que deseja realizar a homenagem, porém isso deve ser feito com uma antecedência de, pelo menos, meia hora antes do início da missa ou, de preferência, deixar uma data marcada.

Eles questionarão qual a intenção de pedir a celebração. Dessa forma, no dia agendado, ao longo da oração da eucaristia, será proferido que a cerimônia é em memória de alguém e irão mencionar o nome do finado. 

Geralmente, não é cobrado um valor para celebrar as missas de sétimo dia — sendo uma orientação vinda do próprio Papa Francisco para as igrejas — todavia a família da pessoa que morreu pode ajudar a igreja, dando uma oferta em dinheiro, na quantia que desejar. Em suma, a missa de sétimo dia normalmente é gratuita, porém uma contribuição para a paróquia é sempre muito bem-vinda, se a família tiver condições para tal.

Há outras maneiras de homenagear os familiares. Veja quais:

A missa de sétimo dia não é a única forma de homenagear um ente querido que se foi. Mesmo porque a missa é uma celebração católica e pode ser que nem todos os parentes e/ou amigos do falecido professam o mesmo credo. Veja outras opções de homenagens possíveis:

  • Realizar eventos em memória do finado, como um almoço beneficente, por exemplo, — se ele, em vida, era ligado a alguma causa ou entidade — um jogo de futebol ou outras coisas que tenham referência com o que a pessoa gostava de fazer;
  • Fazer uma homenagem, contratando alguém para tocar e cantar músicas que ele (a) gostava; 
  • Prestar homenagens ao longo do velório, com música ao vivo, por exemplo; realizando, durante o sepultamento, um discurso em memória dos que se foram ou fazendo até uma chuva de pétalas de rosas;
  • Cuidar constantemente do túmulo do finado;
  • Escrever um discurso. Se você não se sentir preparado o suficiente, peça para alguém que esteja para ler o texto, dando ênfase nas peculiaridades e bons exemplos que o finado deixou.

Algumas pessoas optam, ainda, por eternizar a imagem de entes queridos, fazendo tatuagens, outdoors ou se utilizando de inúmeras outras formas. Na verdade, independentemente da maneira escolhida, o mais importante é não deixar passar em branco a oportunidade de homenagear e demonstrar o carinho a quem tanto amamos.

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